por Paulo Jonas de Lima Piva
E com a sua indiferença e seus métodos inusitados Diógenes nos convence de que há muito mais sentido e conteúdo no latido de um vira-lata do que na obra ou na apresentação de um hipertitulado filósofo de academia...
por Paulo Jonas de Lima Piva
E com a sua indiferença e seus métodos inusitados Diógenes nos convence de que há muito mais sentido e conteúdo no latido de um vira-lata do que na obra ou na apresentação de um hipertitulado filósofo de academia...
Autor do post: Alguém do Lado B 0 Opiniões não pedidas
Nenhum outro sistema filosófico exerceu uma influência tão forte e tão duradoura na vida política como a metafísica de Hegel. Todas as ideologias recentes trazem a sua marca. Hegel trabalhou historicamente uma antítese contra a Idade Média: a eficiência social contra a moral cristã. A tarefa de nosso tempo parece ser a de produzir uma síntese das duas.
A Razão na História é o nome que recebeu a introdução de Lições sobre Filosofia da História que segundo Robert S. Hartman, por sua vez autor da introdução didática a este livro, é a parte que contém a definição de Hegel sobre a questão.
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Começou no sábado, 16/5, uma mostra cinematográfica que abre espaço para reflexão sobre cinema e filosofia. A CAIXA Cultural Rio apresenta A História da Filosofia em 40 Filmes. Com curadoria de Alexandre Costa e Patrick Pessoa, a mostra-curso põe em pauta temas filosóficos fundamentais e promove o diálogo de cineastas, como Bergman, Fellini, Glauber, Wenders, Kurosawa, Kubrick, Visconti e Godard, com importantes pensadores, entre eles Platão, Descartes, Kant, Marx, Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Sartre e Foucault.
Com entrada gratuita, a mostra é organizada em dez módulos temáticos – “O que é a filosofia?”, “Questões estéticas”, “Mito e Tragédia”, “O Existencialismo” , “O amor em fuga”, “Morte e Finitude”, “História e Violência”, “O Fascismo hoje”, “Cinema e Revolução” e “O cinema nacional e a interpretação do Brasil”.
O curso reflete sobre diferentes disciplinas filosóficas, tais como a metafísica, a epistemologia, a ética, a política e a estética. Com duração de maio de 2009 a fevereiro de 2010, sempre aos sábados, totalizando 40 aulas. Ao final da exibição de cada filme, Alexandre Costa e Patrick Pessoa vão proferir uma palestra sobre o teor filosófico do filme apresentado.
No mês de junho e na primeira semana de julho, em “Questões Estéticas”, será colocada em discussão a origem e o caráter do belo na arte, com base nos filmes Morte em Veneza, de Luchino Visconti, Oito e meio, de Federico Fellini, Cidade dos Sonhos, de David Lynch, e Asas do Desejo, de Wim Wenders.
No módulo “Mito e Tragédia”, os filmes possibilitam considerar as origens da filosofia e sua distinção frente à antiga tradição poética grega, caracterizando, assim, no que se diferenciam a linguagens mitopoética e a lógico-filosófica. As obras apresentadas também servirão de base para a discussão sobre as variações históricas do trágico, tornando possível evidenciar as diferenças entre as tragédias antiga, moderna e contemporânea. Esse módulo, que vai de julho ao início de agosto, apresentará Medéia, de Pier Paolo Pasolini, Oldboy, de Chan-wook Park, Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica, e Crimes e Pecados, de Woody Allen.
De agosto a setembro, “O Existencialismo” abordará as principais questões levantadas por este movimento, com ênfase nas obras de Sartre e Camus, a partir dos filmes A doce vida, de Federico Fellini, Estranhos no paraíso, de Jim Jarmusch, Acossado, de Jean-Luc Godard, e As coisas simples da vida, de Edward Yang.
“Amor em fuga” e “Morte e Finitude” perfazem um binômio que aborda os temas humanos mais decisivos, o amor e a morte, discutindo até que ponto as contribuições dos filósofos da tradição ainda servem para dar algum sentido à existência dos homens contemporâneos. De setembro a outubro, o público vai conferir clássicos como A janela indiscreta, de Alfred Hitchcock, O último metrô, de François Truffaut, Ricardo III, de Al Pacino, e Dogville, de Lars von Trier, entre outros.
Em novembro “Fascismo Hoje”, que apresentará filmes como Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e M, o vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang, vai destrinchar as características deste movimento e dos ideais totalitários surgidos após a Primeira Guerra Mundial. Já em dezembro, em “Cinema e Revolução”, filmes como O Anjo exterminador, de Luis Buñuel, e O homem sem passado, de Aki Kaurismaki, vão apresentar a relação entre cinema e revolução, analisando as obras sob três prismas: o das revoluções bem sucedidas ou fracassadas, o das possíveis e o das invisíveis. Paralelamente a esse debate sobre como o cinema tratou o tema “revolução”, será discutido por que o cinema é a ferramenta mais revolucionária das artes do século XX.
Abrindo o ano de 2010, a cinematografia brasileira será posta em pauta no módulo “O Cinema Nacional e a Interpretação do Brasil”. Em um país sem grande tradição na produção de obras filosóficas, os grandes filósofos são Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Glauber Rocha, Leon Hirszman. Partindo dessa convicção, os filmes selecionados para esse módulo apresentam um panorama do melhor da produção filosófico-cinematográfica nacional. Fazem parte da filmografia desse módulo clássicos como Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, e Brás Cubas, de Julio Bressane.
Confira a programação.
Serviço:
Mostra-curso: A História da Filosofia em 40 Filmes
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 2
Temporada: de 16 de maio 2009 a 28 de fevereiro de 2010 (sempre aos sábados)
Horário: das 10h30min às 14h
Sessões seguidas de palestras
Entrada franca (senhas a partir das 10h, por ordem de chegada)
Capacidade: 85 lugares
Por: Revista Moviola - http://www.revistamoviola.com/2009/05/19/cinema-e-filosofia-em-40-filmes/
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por Paulo Jonas de Lima Piva
Há também os fiéis da lógica, o taliban do princípio da não-contradição, a crença imponente de que tudo o que é racional é real, o juízo de valor de que, se algo não for coerente do ponto de vista formal, este deverá ser desdenhado. São os aficcionados da retórica da lógica, isto é, homens e mulheres alucinados com as peripécias e outros malabarismos da razão abstrata e que, por isso, conseguem ver poesia entre conectivos, aspereza simbólica e rigor. Tanta devoção a deduções e outras inferências impede-os de tolerar a apreciação de que, o que não for possível na teoria e no mundo mágico do seu P implica Q , poderá sê-lo na vida humana e prática...
Fonte: O Pensador da Aldeia
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por Paulo Jonas de Lima Piva
“Ainda hoje, aprecio mais um porteiro que se enforca do que um poeta vivo”
Emil Cioran, Silogismos da Amargura
Que canções assobiariam desejos sem favos nem cifrões? Que nortes elegeriam as testemunhas da agonia do último Absoluto? Por mais que eu devore Satie, por mais que eu me entorpeça com os cambaleios de Rimbaud ou com os ares anárquicos de Ferlinghetti, sou incapaz de escorraçar de minha boca o acre crônico da minha desesperança, o hálito podre do meu desencanto. Ah se eu pudesse pescar truta na América com Richard Brautigan!... Ah se eu pudesse tagarelar teorias sobre o Absurdo com Camus, Roquentin e José Thomaz Brum em algum botequim do Leblon! Mas, à beira tarde, quando os poetas aflitos cercam dissimulados o corpo vazio do porteiro, nenhuma evidência é luminosa, todos os ópios esvaem-se em Nada...
Fonte: O pensador da aldeia
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