“O capitalismo formulou seu tipo ideal com a figura, anunciada por Marcuse, do homem unidimensional, variação sobre o tema proposto por Nietzsche do homem calculável. Seu retrato é conhecido: iletrado, inculto, ávido, limitado, sacrificando-se às palavras de ordem da tribo, arrogante, inseguro, dócil, fraco com os fortes, forte com os fracos, simples, previsível, amante arrebatado dos jogos e dos estádios, devoto do dinheiro e sectário do irracional, profeta especializado em banalidades, em idéias curtas, tolo, néscio, narcisista, egocêntrico, gregário, consumista, consumidor de mitologias do momento, amoral, desmemoriado, racista, cínico, sexista, misógino, conservador, reacionário, oportunista, portador ainda de traços de um fascismo ordinário. Eis o sujeito cujos méritos, valores e talentos são hoje vangloriados”.
Ian Mora e o destino de nossas preocupações
Há 18 horas
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